VI Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
-Gostar de fazer defeitos na frase e muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas. . .
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios , não anda em
estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática.
Manoel de Barros
E aí galera... este é o primeiro trabalho que eu fiz para uma série de intervenções urbanas que eu chamo de "sacrifícios". Nestes trabalhos eu procuro fazer uma crítica ao homem que aceita suas condições e restrições impostas pela sociedade e não luta pela sua liberdade...
Espero que todos comentem para que possamos criar uma discussão e fortalecer não só a arte mas nosso intelecto... um grande abraço a todos.
o homem adora se distrair e se conformar com as coisas do "mundo", aceita a inércia e esquece de observá-lo realmente.
ResponderExcluirmto bom esse trabalho hein bruno... muito melhor ver o resultado do que só ouvir vc falar...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"O exercício habitual das aptidões conscientemente adquiridas as vai aperfeiçoando."
ResponderExcluir1
Eu ainda pairo no abismo da incompreensão da aceitação/legitimação de uma inverdade como fundamento de uma vida.
Difícil tarefa essa de entender o que conscientemente ignora a privação, quando sobreviver torna-se fim e fundamento.
2
Sou suficientemente ignorante pra admitir incapacidade de apreender a estética do trabalho, mesmo sabendo que sua percepção vai muito além desse parâmetro. O chato é que me envergonho disso, então que seria, um meio-passo em direção a outra quebra de conceito?
(das Confissões Públicas Que Fiz)
Não pare de produzir brunão, seus trabalhos são muito bons!
ResponderExcluiracredito que há muitas possibilidades ainda a serem trabalhadas...
"nada se cria, nada se perde, tudo se renova."
ResponderExcluiruma obra de arte em 2 etapas: pelas mãos de um artesão e pelas mãos de um artista.
orgulho deixa a gnt bobo né? te amo.
ResponderExcluirCadê as postagens novas??tô com saudade de vc...espero que esteja tudo bem!!
ResponderExcluirAmo vc muitão meu pãozim di mel! =)
olha, sinceramente, eu não sei...
ResponderExcluirpara quem tem pena de ovelha - amarela de medo de depender do elano... abracos